sábado, 18 de novembro de 2017

coisas do sono... uma excelente entrevista...!


Entrevista
“O sono pode ficar definitivamente escangalhado”


A ideia do sono bom mitificou-se ao ponto de se tornar uma fantasia para boa parte da população. Teresa Paiva, neurologista, defende uma revolução social que devolva ao sono a importância que ele tem. Para que a moda de falar do sono não seja apenas isso e leve a uma alteração de comportamentos.





Foto
“Agora estamos com hábitos do tempo da agricultura: sempre disponíveis para trabalhar” Miguel Manso

Teresa Paiva, a mais conceituada especialista portuguesa em sono, alimenta as tartarugas que andam pelo jardim da sua casa-clínica, no bairro de Campolide, em Lisboa. Nada parece alterar o semblante calmo desta mulher, que conheceu o stress pós-traumático quando, em 2008, foi feita refém durante o assalto a um banco. Foi um dos acontecimentos da sua vida que lhe tiraram o sono, confessa a neurologista de 71 anos que continua a ver 15 doentes por dia, uma capacidade que, garante, lhe vem do facto de dormir bem e de fazer umas power naps sempre que se sente mais cansada. O seu objectivo actual é promover soluções públicas para os problemas privados de sono.

Nunca se falou tanto de sono como agora...
É verdade.

E fala-se da maneira correcta?
Às vezes sim; outras, não.


a ler a entrevista in público:

https://www.publico.pt/2017/08/17/sociedade/noticia/o-sono-pode-ficar-definitivamente-escangalhado-1782531

quem diria e vem mesmo a calhar para o meu caso...

"Quem diz palavrões é mais honesto e de confiança

Dizer palavrões pode ser usado como um escape para transmitir emoções. O vernáculo permite às pessoas expressarem sentimentos que de outra forma seriam guardados ou camuflados. Este estudo, realizado nos Estados Unidos, revela ainda que as pessoas que dizem mais palavrões são mais honestas e de confiança."

in rtp, a ligação para o vídeo está abaixo:



comentário:

f****, vem mesmo a calhar que nem ginjas pois por estas bandas as coisas não andam a correr lá muito bem, seja psicologicamente, o deixar de fumar, de saúde, financeiramente... eu sei lá, um ror de coisas a caminho de certo descontrolo... enfim.

se bem que eu seja mais de jargão, às vezes (já demasiadas) saem umas das pesadas...

um dia de cada vez é o meu presente lema, só pode...!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

divulgando...






- INFORMAÇÃO -
APEVT


Seminários

Provas de Aferição 2017/2018
EV e ET 5º ano


 

Caros colegas e associados,
 
O ano letivo de 2017-2018 marca uma nova experiência pedagógica no sistema educativo português, decorridos seis anos da última revisão da estrutura curricular do Ensino Básico.
Pela primeira vez, a avaliação externa em Educação Visual e Educação Tecnológica (Provas de Aferição, 5º ano de escolaridade), previstas para maio de 2018, vem enaltecer a problemática em torno da coexistência de uma diversidade de referenciais curriculares e modelos disciplinares que carecem de uma análise aprofundada para que sejam ultrapassadas as falhas no sistema, pouco abonatórias à aferição de resultados que pretendem identificar preditores de insucesso, quando se pretende que a prova de aferição seja a mesma para os vários contextos divergentes.
Neste sentido, e decorrida a reunião de trabalho entre a APEVT e a Direção de Serviços de Avaliação Externa, para apuramento dos domínios e descritores de desempenho para EV e ET, esta associação, enquanto associação científica, inicia um ciclo de seminários, a nível nacional, com o intuito de promover e garantir a autenticidade da Avaliação Aferida e dos seus resultados, tendo em atenção os seguintes pressupostos:
i) Da realização das provas de aferição deve resultar informação detalhada sobre a competência dos alunos em domínios de aprendizagem, centradas no conhecimento de conteúdos curriculares e no modo como o saber curricular é mobilizado;
ii) Que as mesmas sejam uma forma de acompanhar o desenvolvimento do currículo nas diferentes áreas e potenciem uma intervenção pedagógica atempada.
iii) Que cada prova esteja de acordo com o ano e o ciclo de escolaridade a que se destina e adequada à estrutura da área curricular em aferição.
Assim, e com o intuito de promover uma reflexão alargada em torno destas problemáticas, a APEVT convida todos os professores dos grupos de docência 240, 530 e 600 e demais interessados a participarem nos Seminários “Avaliação das aprendizagens – A flexibilização curricular/Provas de Aferição em EV e ET”.
Inscrições e participação GRATUITA.
 

Seminário Região Autónoma da Madeira

PROVAS de AFERIÇÃO - Domínios e Descritores de Desempenho para EV e ET
Dia 24 de Novembro de 2017 . 09h00 – 12h00
Escola Básica 2º e 3º ciclos Dr. Horácio Bento de Gouveia
Funchal, Madeira.

 
Seminário Região Norte
 
PROVAS de AFERIÇÃO - Domínios e Descritores de Desempenho para EV e ET
Dia 29 de Novembro de 2017 . 15h00 – 18h00
Agrupamento de Escolas Garcia de Orta, Escola Secundária Garcia de Orta
Rua de Pinho Leal 4150-620 Porto – Porto



Seminário Região Centro
Informação em breve
 


Mais informações
AQUI


INSCRIÇÕES
info@APEVT.pt



 

PLANO DE FORMAÇÃO 2017/2018
1º semestre
 



Aproveitando este momento de comunicação, vimos expor o plano de formação do Centro de Formação APEVT para este 1º semestre do ano letivo 2017/2018.
 
Objetivos de intervenção      
Caracterizada a situação da formação e as dificuldades desta área de formação e a sua especificidade, o congelamento das carreiras e a quase inexistência de professores contratados desta área a lecionar, considerando também que, embora tendo sido alargada a abrangência do plano de formação a todo o território nacional e aumentada a equipa de formadores a estagnação da procura de formação mantém-se. Assim, definiu-se como atividades prioritárias:
 
 - Concentrar a oferta em menos ações de formação, oferecidas em dois semestres, visando a convergência das inscrições dos professores apenas nessas ações evitando a sua dispersão, como aconteceu no ano transato com uma oferta diversificada.

 - Elaborar/reelaborar ações de formação em modalidade oficina e outras de média duração -15 horas, a partir de ofertas já existentes ou a elaborar.

- Divulgar disponibilidade do centro de formação para certificar ações de curta duração - 6 horas, da iniciativa das escolas, formadores e professores.

- Enviar oferta/disponibilidade de formação às escolas em pilotagem e outras com professores de contacto no âmbito do Projeto de Flexibilização Curricular visando o seu acompanhamento e recolha de dados.

- Articular a oferta de formação com a Direções Regionais da APEVT




 
Plano de Formação 1º semestre 2017/2018

 
 
Seminário
 
PROVAS de AFERIÇÃO - Domínios e Descritores de Desempenho para EV e ET
Dia 24 de Novembro de 2017 . 09h00 – 12h00
Escola Básica 2º e 3º ciclos Dr. Horácio Bento de Gouveia
Funchal, Madeira.

 
Seminário
 
PROVAS de AFERIÇÃO - Domínios e Descritores de Desempenho para EV e ET
Dia 29 de Novembro de 2017 . 15h00 – 18h00
Agrupamento de Escolas Garcia de Orta, Escola Secundária Garcia de Orta
Rua de Pinho Leal 4150-620 Porto – Porto


“O Desenho da Criança – a educação visual e a expressão
plástica na infância.
Registo nº CCPFC/ACC-88935/16
Curso de Formação - 25 horas presenciais - 1 Crédito
Destinatários: Educadores de Infância, Professores do 1º CEB e do Grupo 240
Formadora: Erika Rocha
Datas e horários:
janeiro (Sáb.) - dias 13, 20 e 27 - 09.30/13.00hrs 14.00/17.30hrs
fevereiro (Sáb.) - dia - 03 - 09.00/13.00hrs
Local: Olival Social (Quinta do Carvalho) - Olival /V. N. Gaia


“O Diário Gráfico em contexto educativo ”
Registo nº CCPFC/ACC-90351/17
Curso de Formação - 15 horas presenciais - 0,6 Crédito
Destinatários: Professores dos Grupos 240, 530 e 600
Formadora: Carla Cardoso
Datas e horários:
fevereiro (ter. e qua.) - dias 6, 7; 20, 21; 27, 28 - 17.30/20.00hrs
Local: Agrupamento de Escolas Professor Ruy Luís Gomes, Laranjeiro . Almada



“Ilustração digital: As TIC no desenvolvimento de qualidades
comunicacionais e expressivas para a prática pedagógica.”
Registo nº CCPFC/ACC-90351/17
Curso de Formação - 25 horas presenciais - 1 Crédito
Destinatários: Professores dos Grupos 240, 530, 550 e 600
Formadora: Susana Costa
Datas e horários:
fevereiro (Sáb.) - dia 24 - 09.30/13.00hrs 14.00/17.30hrs
março (Sáb.) - dias 03, 10 - 09.30/13.00hrs 14.00/17.30hrs e dia 17 09.00/13.00hrs
Local: Escola Secundária das Taipas – Guimarães



“O Desenho da Criança – a educação visual e a expressão
plástica na infância. “
Registo nº CCPFC/ACC-88935/16
Curso de Formação - 25 horas presenciais - 1 Crédito
Destinatários: Educadores de Infância, Professores do 1º CEB e do Grupo 240
Formadora: Iva Neves e Carlos Gomes
Datas e horários:
abril (Sáb.) - dias 14, 21 e 28 - 09.30/13.00hrs 14.00/17.30hrs
maio (Sáb.) - dia - 05 - 09.00/13.00hrs
Local: Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, Calçada da Tapada, 152 Alcântara – Lisboa



“MTEP II - Materiais e Técnicas de Expressão Plástica –
objetos escultóricos”
Registo nº CCPFC/ACC-88563/16
Curso de Formação - 25 horas presenciais - 1 Crédito
Destinatários: Professores dos Grupos 240, 530 e 600
Formadora: Maria Antónia Pacheco
Datas e horários:
abril (Sáb.) - dia 14 , 21 e 28 - 09.30/13.00hrs 14.00/17.30hrs
maio (Sáb.) - dias 03, 10 - 09.30/13.00hrs
Local: Agrupamento de Escolas de São Pedro da Cova – S. Pedro da Cova, Gondomar



“Expressões D’Arte: o Português e a Expressão Plástica ”
Registo nº CCPFC/ACC-93289/17
Oficina de Formação - 30 - 15horas presenciais, 15 autónomas - 1,2 Créditos
Destinatários: Professores Pré-escolar e do 1º CEB (grupo 110)
Formadora: Carla Dimitre Dias Alves e Maria Teresa Pedroso Beirão Ferreira
Datas e horários:
dezembro (seg.) - dias 6, 7- 18.30/21.00hrs
janeiro (seg.) - dias 6, 7,14, 21- 18.30/21.00hrs
Local: Escola do Taralhão, Largo do Souto Pereira - 4420-334 Gondomar

INFORMAÇÕES
INSCRIÇÕES
info@APEVT.pt


 
 

P´Direção APEVT


Prof. Carlos Gomes

 

 
Tel/Fax: 225107244
Telemóvel: 912355500
e-mail: info@apevt.pt

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

continuando a divulgar...

  

 
Olá, LUIZ MIGUEL MARTINS CRESPO CARVALHO
 
Se tem uma conta à ordem, é muito possível que já esteja a pagar uma comissão de manutenção de conta ao seu banco. Em média, os portugueses pagam 63,41 euros anuais por esta comissão.
 
Se tem um crédito à habitação, também é possível que já esteja a pagar uma comissão mensal ao banco, de cada vez que paga uma prestação do empréstimo. Em média, cada titular de um crédito hipotecário paga anualmente 30,12 euros por esta comissão de processamento da prestação.
 
Não reconhecemos nenhum serviço prestado pelo banco quando mantém aberta a conta do seu cliente ou quando lhe cobra aquilo que é devido num contrato de financiamento. E a lei diz que a banca só pode cobrar comissões por “serviços efetivamente prestados”.
 
Por isso, lançámos a petição “Comissões Fora”, que pretendemos ver discutida na Assembleia da República, a quem exigimos a clarificação das comissões que podem ser cobradas pelos bancos, bem como a sua proporcionalidade com o serviço realmente prestado.
 
Se também considera injustificada a cobrança destas comissões, assine a nossa petição. Não é preciso ser nosso associado para se juntar a nós nesta ação.
 
 
Comissões Fora

 
Comissões Fora

divulgando...

Pelo FIM do Horário de Inverno

Assine Já


Petição Popular
Petição Popular é o seu serviço público, gratuito, de petições.

Abaixo encontra petições recentes para as quais pode dar o seu contributo. Estas causas podem ser a causa de todos. Assine e divulgue, contribua para a mudança.

Fim do Horário de Inverno
Muitos países já aboliram o Horário de Inverno! Em Portugal, continuamos a seguir uma medida que foi criada em 1916 para poupar carvão. Concorda?
Saiba Mais


terça-feira, 7 de novembro de 2017

hoje estou de luto carregado...



transcorridos em outubro dez anos sobre o passamento da nossa mãe (e já agora quatro sobre o do nosso pai) fui enterrar no quintal da casa onde sempre viveu a 'branquinha', agora no seu 24º ano de vida e repousa ao lado de outros que a antecederam (felinos ou caninos) e de alguns que chegou  a conhecer... foi uma longa vida a dela, chegou o merecido descanso da 'guerreira'...!



sábado, 28 de outubro de 2017

para reler... gonçalo ribeiro telles em 2003...!




Gonçalo Ribeiro Telles: Esta entrevista tem 14 anos mas podia ter sido dada hoje





                    

 

Nos primeiros 15 dias de agosto de 2003 arderam cerca de 300 mil hectares no nosso País. Passaram 14 anos e continuamos a falar do mesmo. Por isso esta entrevista que, na altura, a VISÃO fez a Gonçalo Ribeiro Telles, não perdeu um pingo de atualidade. Vale a pena voltar a ler as suas palavras e perceber como nada aprendemos com a História, continuando ano após ano na permissividade da celebração do eucaliptal



                      
Nos primeiros 15 dias de agosto de 2003 arderam cerca de 300 mil hectares no nosso País. Os fortes incêndios de Oleiros, Sertã e Aljezur fizeram as manchetes dos jornais (e da VISÃO) e os temas são sempre os mesmos: a floresta de eucaliptos e pinheiros, as falhas da proteção civil, a falta de condições de trabalho dos nossos bombeiros. Passaram 14 anos e continuamos a falar do mesmo. Por isso esta entrevista que, na altura, fizemos a Gonçalo Ribeiro Telles, arquitecto paisagista e “pai” do ecologismo português, não perdeu um pingo de atualidade. Vale a pena voltar a ler as suas palavras e perceber como nada aprendemos com a História, nenhuma lição retiramos dos nossos erros, continuando ano após ano na permissividade da celebração do eucaliptal.
VISÃO: Quais são as causas desta calamidade?
GONÇALO RIBEIRO TELLES: A grande causa é um mau ordenamento do território, ou seja, a florestação extensiva com pinheiros e eucaliptos, de madeira para as celuloses e para a construção civil. O problema foi uma má ideia para o País, a de que Portugal é um país florestal. Lançou-se a ideia de que, tirando 12% de solos férteis, tudo o resto só tem possibilidades económicas em termos de povoamentos florestais industriais.
V: De onde vem essa ideia?
GRT: É uma ideia antiga que começou nos anos 30 com a destruição, também por uma floresta extensiva, das comunidades de montanha do Norte de Portugal, que tinham a sua economia baseada na pecuária. As dificuldades por que passava a agricultura deram origem a que se quisesse transformar grandes áreas do País já são 36% em florestas industriais. Esta campanha transformou a silvicultura, que era a profissão básica, numa profissão de florestal, para dar resposta aos grandes interesses económicos. Houve ainda outra campanha, a do trigo, em que se organizou o País em função desta cultura, que tinha por base o mito da independência de Portugal em pão. Além das terras para o trigo, tudo o resto, num sistema de agricultura economicista, tem que ser floresta, produção de madeira. O resultado está à vista.
V: Passámos então a ser um País florestal.
GRT: Os romanos dividiam o território em três áreas, além da urbe: o ager, que era o campo cultivado intensamente; o saltus, a pastagem, a agricultura menos intensiva; e a silva, a mata de produção de madeira e de protecção. Todo esse ordenamento foi transformado, acabou-se com a silvicultura e começou o culto da floresta, que não temos. Se formos ao campo perguntar onde fica a floresta, eles só conhecem a do Capuchinho Vermelho, porque o que têm na sua terra são matas, matos, etc. No século XIX, o pinheiro bravo veio para responder às necessidades do caminho-de-ferro que estava em lançamento. Mais tarde é que vem a resina, a indústria da madeira e a celulose. O pior é que se transformou o País num território despovoado e que, dadas as características mediterrânicas, arde com as trovoadas secas.
V: Como deve ser reordenado o território?
GRT: O País está completamente desordenado. Por um lado, uma política agrícola que não considera o mosaico mediterrânico, com agricultura, pecuária, regadio e horticultura, os matos, as matas, todo um mosaico interligado e ordenado. Em Mação, por exemplo, aquela população vivia tradicionalmente da agricultura que fazia nos vales e nas naves.
E na serra existiam os matos pastados pelas cabras, pelos bovinos. Dos matos retirava-se o mel, a aguardente de medronho, a caça e as aromáticas.
A França, nas zonas de mato, tem uma política de aromáticas de abastecimento da indústria de perfumes. A questão, hoje, é criar uma mata que produza madeira, mas que se integre nos agro-sistemas, uma paisagem sustentada, polivalente e nunca repetir, como já querem, a plantação de eucaliptos e de pinhal. As populações estão fartas disso e devem ser chamadas a depor. E tem que haver duas intenções ecológicas fundamentais: a circulação da água e a circulação de matéria orgânica, aproveitando-a para melhorar as capacidades de retenção da água do solo.
V: A excessiva divisão do território (em meio milhão de proprietários) dificulta as limpezas florestais?
GRT: A limpeza da floresta é um mito. O que se limpa na floresta, a matéria orgânica? E o que se faz à matéria orgânica, deita-se fora, queima-se? Dantes era com essa matéria que se ia mantendo a agricultura em boas condições e melhorando a qualidade dos solos. E, ao mesmo tempo, era mantida a quantidade suficiente na mata para que houvesse uma maior capacidade de retenção da água.
Com a limpeza exaustiva transformámos a mata num espelho e a água corre mais velozmente e menos se retém na mata, portanto mais seco fica o ambiente.
V: Se as matas estivessem bem limpas ardiam na mesma?
GRT: Ardiam na mesma e a capacidade de retenção da água não se dava, passava a haver um sistema torrencial. A limpeza tem que ser entendida como uma operação agrícola. Mas esta floresta monocultural de resinosas e eucaliptos, limpa ou não limpa, não serve para mais nada senão para arder. Aquela floresta vive para não ter gente. Se houvesse lá mais gente aquilo não ardia assim.
V: Defende uma mata com que tipo de madeiras?
GRT: Madeiras para celulose é difícil porque temos agora uma forte concorrência no resto do mundo. Os eucaliptais, para serem mais rentáveis, só poderiam sê-lo no Minho que é onde chove mais de 800 ml ao ano. O eucalipto precisa de muita água e Portugal não pode concorrer com o Brasil e a África em termos de custo. Só se transformarmos o Minho num eucaliptal. Pode-se optar pelas madeiras de qualidade da cultura mediterrânica como todos os carvalhos, o sobreiro, a azinheira e pinhais criteriosamente distribuídos.
V: Não são tão rentáveis...
GRT: O carvalho, por exemplo, acompanha toda uma panóplia de rendimento como a cortiça, a pecuária, a produção do mel, das aromáticas, a caça.
V: Há uma visão limitada do que pode ser rentável na floresta?
GRT: É muito bom para as celuloses e muito mau para as populações e para o País, que está devastado. O mundo rural foi considerado obsoleto, como qualquer coisa que vai desaparecer. Veja-se o disparate que foi a política de diminuição dos activos na agricultura. Contribuiu para o aumento dos subúrbios, dos bairros de lata, da emigração. Trouxe alguma coisa melhor para a província? Não. Apenas um grande negócio para as celuloses e para os madeireiros.
V: As populações estão alertadas para essa multiplicidade de culturas?
GRT: Completamente alertadas; quem parece que não está são os políticos e os técnicos. Porque se perderam numa floresta de «números». Quem conhece as estatísticas diz que somos o terceiro país da Europa em número absoluto de tractores, só ultrapassados pela Alemanha e pela França. Somos um país de tracto res porque os subsídios dão para isso, porque interessa à importação dessa maquinaria toda. As pessoas foram levadas a investimentos, em nome do progresso, que não tinham qualquer racionalidade.
V: No caso de se aumentarem as áreas agrícolas, temos agricultores para tratar delas?
GRT: Temos. Estão desviados, foram convencidos de que eram uns labregos. Houve toda uma política de desprestígio do mundo rural tendo por base a ideia de que era inferior ao mundo urbano. Despovoámos os campos e essa gente toda veio para a cidade. Hoje, enfrenta o desemprego. Esqueceram-se que o homem do futuro vai ser cada vez mais o homem das duas culturas, da urbana e da rural. Hoje, 30% das pessoas que praticam a agricultura económica na Europa não são agricultores. É gente que vive na cidade, tem lá o seu escritório e tem uma herdade no campo onde vai aos fins-de-semana. A expansão urbana aumenta e não podemos viver sem a agricultura senão morremos à fome.
V: Que pode fazer o Estado, uma vez que 84% da nossa floresta está nas mãos dos proprietários?
GRT: Pode fazer planos integrados de ordenamento da paisagem. O Estado não domina totalmente a expansão urbana quando quer, não faz planos gerais de urbanização? Não se devia poder plantar o que se quer porque também não se pode construir o que se quer. Constrói-se mal porque, às vezes, o Estado adormece. Faltam planos gerais de ordenamento de paisagem, que a actual legislação não contempla, apesar de já ter instituído a Estrutura Ecológica Municipal através do Decreto-Lei 380/99. A Lei de Bases do Ambiente tem os conceitos e os princípios para um plano de ordenamento de paisagem, está lá tudo escrito, mas nunca foram regulamentados.
V: A actual legislação favorece as monoculturas?
GRT: Favorece porque a chamada «modernização» da agricultura é um escândalo de incompetência. As universidades de Agronomia em Portugal tiveram um período de grande pujança intelectual no fim do século XIX e no princípio do século XX. Agora, parece terem-se rendido ao economicismo.


                       
V: Deve o Estado apoiar com subsídios e benefícios fiscais?
GRT: Com certeza. O proprietário está com a corda na garganta, faz aquilo que lhe der dinheiro já para o ano. Por isso, têm que se estabelecer limites e normas a sistemas, não a culturas, mas sem tirar às pessoas a liberdade de correr riscos.
V: E promover o associativismo florestal, como em Espanha, por exemplo?
GRT: Abrimos um bom caminho com as «comunidades urbanas» que estão na forja, pequenas áreas metropolitanas de freguesias e aldeias, acho muito bem. Estamos numa cultura mediterrânica e não se pode traduzir o desenvolvimento em unidades economicistas de produção em grande volume de dois ou três produtos. É da polivalência, da multiplicidade de produtos e da harmonia da paisagem que resulta a possibilidade de ter uma população instalada em condições de dignidade.
Essas comunidades é que deverão fazer a síntese de todos os interesses. Porque quando começamos a destacar os interesses por sector, a visão sistémica desaparece e os interesses da comunidade passam para empresas que ultrapassam as suas fronteiras comprometendo a sustentabilidade da região.
Não defendo que haja um sector agrícola e um sector florestal, para mim é exactamente o mesmo: a agricultura completa a floresta e a floresta completa a agricultura.
V: O Partido Socialista voltou a falar da regionalização como forma mais eficaz de ordenar o território. Concorda?
GRT: Defendi uma regionalização há muito tempo, que deu origem a um documento de que os grandes partidos fizeram muita troça. Dividia o País em cerca de 30 regiões naturais, áreas de paisagem ordenada, que estavam já organizadas histórica e geograficamente.
São as terras de Basto, as terras de Santa Maria, as terras de Sousa, a Bord'água do Tejo, etc. O País é isso e não é outra coisa. Esta regionalização podia contribuir para a efectivação dos planos de ordenação da paisagem, com uma participação democrática das respectivas populações.
V: O Governo acordou tarde para a calamidade dos incêndios?
GRT: Que podia o Governo fazer? O mal vem de longe. Mas não estou seguro de que se vá enveredar agora pelo caminho certo. Já estão a dizer que querem reflorestar tudo como estava. Fico horrorizado quando ouço isso. Significa que querem voltar aos pinheiros e aos eucaliptos. Perguntem às vítimas dos incêndios que ficaram sem as casas se querem outra vez pinheiros à porta. Destruíram as hortas... Porque ardem as casas? Porque o pinheiro está no quintal.
V: Olhando para o futuro, os incêndios podem constituir uma oportunidade para se reorganizar o território?
GRT: Também o terramoto permitiu que o Manuel da Maia, a mando do Marquês de Pombal, fizesse a Baixa lisboeta. Não desejo um terramoto, mas não percam esta oportunidade. O futuro do País e da sua identidade cultural e independência está em causa.
(Entrevista publicada na VISÃO 545, de 14 de Agosto de 2003)

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

passe a publicidade à empresa (agora chamam-lhe responsabilidade social)... é um complemento activo à entrada anterior... façam o favor de divulgar, tal como estou a fazer agora...!

Interessados em ajudar, marcando a diferença? Sigam as instruções!
1. Comprem um kit “Vale uma Árvore” por 3€ numa loja CTT (até 30 Novembro - prendas de Natal, ficam tratadas já com antecedência, yupiiiii).
2. Os CTT comunicam à Quercus e a árvore é plantada até à Primavera de 2018, sendo cuidada e monitorizada durante 5 anos.
3. Registem a vossa árvore com o código do autocolante do vosso kit “Vale uma Árvore” (que inclui também, claro, uma componente física - uma árvore, uma azinheira em cartão reciclado)
4. Recebam notícias e acompanhem o bosque onde a vossa árvore foi plantada. Entre as 28 espécies disponíveis, que fazem parte da flora original portuguesa, encontram-se o amieiro, medronheiro, bidoeiro, castanheiro, freixo, azevinho, loureiro, carvalho-negral e carvalho-alvarinho, o sobreiro, o lentisco ou o sabugueiro, entre outras (nada de eucaliptos!!)
Para ficarem melhor informados, espreitem em
http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/
https://greensavers.sapo.pt/…/ja-pode-plantar-uma-arvore-p…/
 
 
via fb, com agradecimentos à ana calçada de carvalho...!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

divulgando... coisas interessantes...!

dnbci17 banner

 dnbci17 aveiro oia

ORAÇÃO MARIANA
AVEIRO, Oiã, Igreja Matriz
19 de Outubro 2017, 15h30
Porque é outubro e porque vivemos o encerramento do centenário das aparições, em Fátima, queremos rezar o terço com os nossos mais velhos. Convidadas as 3 IPSS – ERPIS da freguesia de Oiã, cria-se assim uma oportunidade para muitos deles retornarem e reverem a igreja matriz, onde foram batizados, comungaram pela primeira vez e casaram.




 dbci17 aveiro arte retabular estarreja

OS RETÁBULOS DO ARCIPRESTADO DE ESTARREJA
AVEIRO, Estarreja, Igreja Matriz
19 de Outubro 2017, 20h30
Apresentação do trabalho de investigação coordenado pelos Dr.s. António Cruz Leandro e Maria Clara de Paiva Vide Marques, do qual surgiu a publicação do livro Fé e Esplendor! A Arte Retabular das Igrejas Paroquiais de Estarreja editado pela Câmara Municipal de Estarreja Retábulos das Igrejas Paroquiais de Estarreja, um contributo para o conhecimento e divulgação do património artístico do Município de Estarreja, nomeadamente na arte da talha, vertente artística que ocupa lugar cimeiro no adorno das nossas igrejas e que mais originalidade alcançou em Portugal entre os séculos XVI e XIX, tornando-se uma linguagem artística relevante do sentir português.



 dnbci17 coimbra semmaior

VISITA GUIADA AO SEMINÁRIO MAIOR DE COIMBRA
COIMBRA, Seminário Maior de Coimbra
19 de Outubro 2017, 18h00
 Máximo 20 pessoas, mediante inscrição prévia através do número 239 792 344.




 dnbci17 coimbra semmaior orgao

CONCERTO DE ÓRGÃO NA IGREJA DO SEMINÁRIO MAIOR DE COIMBRA
COIMBRA, Seminário Maior de Coimbra
19 de Outubro 2017, 19h00
Concerto pelo organista Francisco Gomes. Entrada gratuita.




 dbci17 coimbra concerto

CONCERTO PELO CORO DE SANTA ISABEL
COIMBRA, Igreja da Rainha Santa Isabel
19 de Outubro 2017, 21h30
Entrada gratuita.



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VISITA GUIADA: LIVROS DE MÚSICA LITÚRGICA E DOCUMENTAÇÃO RELATIVA À CONSTRUÇÃO DE IGREJAS E CAPELAS
ÉVORA, Arquivo Distrital
19 de Outubro 2017
O Arquivo Distrital de Évora associa-se ao Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja através da realização de um Dia Aberto, onde se incluem visitas guiadas à exposição "O Culto Mariano na Diocese de Évora".
Estará também patente uma Mostra Documental sobre arte religiosa (composta essencialmente com contratos de construção de altares) e terão lugar visitas guiadas a várias áreas funcionais do ADE (serviço de referência e leitura, tratamento documental, unidade de transferência de suporte e depósitos) com uma duração aproximada de uma hora. A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e o n.º de inscrições aceites é limitado. Inscrição até 18 de outubro por email.




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CONFERÊNCIA "O MILAGRE EUCARÍSTICO DE SANTA CLARA"
ÉVORA, Igreja de São Francisco
19 de Outubro 2017, 15h00
Conferência a cargo das conservadoras restauradoras Fátima Teixeira e Andréa Teixeira. A pintura que dá o título à conferência, após restauro, encontra-se agora no transepto da Igreja de São Francisco de Évora.




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O CAMINHO DO INVENTÁRIO E OS SEUS FRUTOS
AVEIRO, Branca, Igreja Matriz
20 de Outubro 2017, 21h00
A Paróquia da Branca investiu no valoroso trabalho de inventariação dos seus bens artísticos e espólio documental de braço dado com um projeto de conservação e restauro coordenado pela empresa N-restauros, com apresentação de resultados pela equipa de inventário e equipa de conservação e restauro. Por Hugo Cálão e NRestauros. 




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SÃO VICENTE, MÁRTIR, E SUAS SIMBOLOGIAS
AVEIRO, Branca, Igreja Matriz
20 de Outubro 2017, 21h00
O campo simbólico é uma rede, um código, pelo qual um símbolo se relaciona e é bem compreendido e interpretado. São Vicente não é exceção. Vamos compreender São Vicente no seu campo simbólico expresso na arte cristã, e a sua particularidade na iconografia portuguesa, padroeiro da Diocese do Algarve e da cidade de Lisboa, e suas representações na Paróquia de São Vicente da Branca. Por Hugo Cálão. 




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APRESENTAÇÃO DA OBRA RETÁBULOS RELICÁRIOS
COIMBRA, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (galerias superiores)
20 de Outubro 2017, 17h00
Lançamento do 13º volume da colecção Promotoria Monográfica - História de Arte, com o título Retábulos Relicários, da autoria de Francisco Lameira, Carlos Evaristo e José João Loureiro. Apresentação da obra a cargo de Francisco Pato de Macedo. Entrada gratuita.




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PINTURAS COMO 'PREGAÇÃO MUDA' DA EUCARISTIA: NAS IGREJAS DE LISBOA DOS SÉCULOS XVII E XVIII
LISBOA, Universidade Católica Portuguesa
20 de Outubro 2017, 18h00
No âmbito da Reforma Católica, as necessidades de incremento do culto eucarístico e o reconhecimento da eficácia das imagens na sua promoção tiveram como efeito uma verdadeira explosão de expressões do mistério eucarístico nas artes, enchendo os templos e dando corpo a um discurso visual novo, simultaneamente catequético e de apologia devocional.
Através da análise do conjunto de pinturas ainda hoje existentes nas igrejas da diocese de Lisboa, esta palestra pretende discutir o modo como as pinturas dos séculos XVII e XVIII veicularam o ideário eucarístico da Reforma Católica. Conferência por Paulo de Campos Pinto.




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CAÇA AO TESOURO
AVEIRO, Oiã, Igreja Matriz
21 de Outubro 2017, 15h00-17h00
Jogo destinadao a infância, adolescência e juventude. Os grupos participantes terão entre 5 a 7 elementos e o tempo da "caça", com a subida à torre da igreja, será de aproximadamente 30m. Em simultâneo, a jogarem, tentaremos ter grupos da catequese da infância, da adolescência e jovens, (serão atribuídos prémios aos que acertarem no maior número de respostas).




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O PROJETO E OS ROSTOS DA INVENTARIAÇÃO DO PATRIMÓNIO ARTÍSTICO-RELIGIOSO DA PARÓQUIA DE SOZA
AVEIRO, Soza, Igreja Matriz
21 de Outubro 2017, 20h30
Com este evento, iniciar-se-á o trabalho de inventariação nesta Paróquia, apresentando a esta Paróquia quer o grupo de trabalho quer os passos e metodologia a seguir.




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SARAU MUSICAL
AVEIRO, Oiã, Igreja Matriz
21 de Outubro 2017, 21h00
Sarau musical, assegurado pela paróquia de Oiã.




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ABERTURA EXCEPCIONAL DO CORO ALTO DO MOSTEIRO DE SANTA CLARA-A-NOVA
COIMBRA, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
21 de Outubro 2017, 10h30
Abertura excepcional do coro-alto, com visita guiada. Entrada: 10€.




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RECITAL PELA CAPELA GREGORIANA PSALTERIUM
COIMBRA, Igreja da Rainha Santa Isabel
21 de Outubro 2017, 21h30
Entrada Gratuita.




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VISITA ACOMPANHADA À EXPOSIÇÃO A BELEZA DA MÃE DE DEUS
SANTARÉM, Museu Diocesano
21 de Outubro 2017, 15h00
Visita conduzida por P. António Pedro Boto de Oliveira, docente de Arqueologia e Arte Cristã e Estética e Teologia na Universidade Católica Portuguesa, e de Arte e Património no Ano Pastoral no Seminário Maior de Cristo-Rei (Olivais).




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GUIA DA EXPOSIÇÃO E CAMPANHA PARA AS INTERVENÇÕES DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO NA DIOCESEA
SANTARÉM, Museu Diocesano
21 de Outubro 2017, 16h00
Apresentação do Guia da Exposição e da Campanha de Angariação de Fundos para as intervenções de Conservação e Restauro a decorrer nas paróquias da Diocese de Santarém.


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