segunda-feira, 28 de agosto de 2017

dos acordismos... em desacordo absoluto, sempre...!

«UM SEGREDO: NINGUÉM GOSTA DO AO90, NEM SEQUER OS SEUS DEFENSORES…»

 

Anda por aí a circular uma petição que visa mudar o nome da língua no Brasil, de Língua Portuguesa para “língua brasileira”, visto que, dizem os Brasileiros, possuir características que diferem do Português Europeu.

Ora já andei por lá a dizer das minhas, e por lá andou também o Ja Sousa, da Universidade Nova de Lisboa, a dizer das dele.

E é a sua excelente argumentação, deitando por terra o AO90, que passo a transcrever:


Os Portugueses navegaram por mares nunca dantes navegados, deram novos mundos ao mundo, e neles deixaram, como herança, a riqueza da Língua Portuguesa. Uns souberam honrar essa herança. Outros, nem por isso…


NAVEGANDO.jpg

 Texto de Ja Sousa
(Universidade Nova de Lisboa

«#1 - A mim interessa-me pouco que os brasileiros "não saibam escrever Português" ou coisas do género, até porque não é a sua Língua; o que me interessa mesmo é que não haja intrujões a querer transformar o Português numa Língua trapalhona para ficar igual ao Brasileiro. Cada Língua é como é, e ponto final.

#2 - Confesso que fico arrepiado com demonstrações de ignorância que tenho visto por aqui (nos comentários à Petição) atribuindo ignorância aos outros trocando fundamentações por insultos;

#3 - Um segredo: ninguém gosta do AO90, nem sequer os seus defensores, e não é por falta de inteligência, mas porque o referido AO é completamente indefensável; os seus defensores baseiam-se em vez disso em raciocínios de ser (supostamente) muita gente a falar "Português" como se fosse um critério numérico que dá prestígio, de ser mais fácil de aprender (supostamente) uma Língua mutilada, e evitam discutir o facto de o AO90 ser completamente mentiroso e incoerente (como já foi reconhecido por um dos seus autores, Malaca Casteleiro). O problema é que toda a gente quer acabar com ele mas ninguém quer ficar com a responsabilidade, especialmente portugueses e brasileiros;

#4 - Mencionei que do ponto de vista do Direito, a implementação do AO90 tem sido uma sucessão de golpes, atropelos e ilegalidades? Viola a Constituição Portuguesa e o Direito Internacional, e foi abusivamente implementado em Portugal por uma resolução do Conselho de Ministros?

#5 - A renomeação da Língua falada no Brasil não é uma coisa nova; já esteve em discussão no Senado Brasileiro nos anos 30 do Século passado, Senado que foi dissolvido pelo golpe de Getúlio Vargas. O seu proponente, Edgard Sanches, publicou depois um extenso trabalho desenvolvendo a sua fundamentação. E alguém se lembra que a defesa da Língua Brasileira foi uma das bandeiras de José de Alencar, embora tenha havido quem tenha querido transformar a suas ideias em apenas "literatura brasileira" (Evanildo Bechara, um ex-opositor ao AO90 convertido em defensor)?

#6 - Peço desculpa mas vou-me eximir a comentar como me apeteceria o que escreveu A favor do Acordo Ortográfico, porque considero insultuosa e desonesta a ideia de que é mais importante um lugar qualquer num pódium de Línguas do que a própria verdade da Língua; a equivalente desportiva deste raciocínio seria que é mais importante ganhar, mesmo com todo o doping e truques desonestos que se usou para isso. Avalie-se o lodo e a indigência intelectual em que nada a sustentação do "Português... do Brasil" e o Acordismo ao seu serviço, e limito-me a citar:

"Se, de um dia para o outro, a língua falada e escrita no Brasil deixasse de ser o português, deixaríamos de ser a 6ª língua com mais falantes nativos do mundo, e passaríamos a ser, talvez, a 20ª ou a 30ª. Daqui a 30 ou 40 anos, surgiriam novas línguas (o angolano, o moçambicano...). E nós (os portugueses) ficaríamos outra vez sós, pequeninos, esquecidos e isolados. E pelos vistos há que prefira que assim seja... em nome de ideais românticos de pureza ortográfica."

Por mim, e como se diz, prefiro ser “pobrezinho, mas honrado". Mas cada um faz as suas escolhas. E acabei aqui.»

Fonte:

daqui...

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

curiosidades na educação...





nota -

todas as informações relevantes encontram-se no nome do ficheiro de imagem...

o apontamento é de um dos meus tios paternos.

domingo, 13 de agosto de 2017

àcerca da educação e do professorado...



in fb...

comentário:

devo dizer que, salvo em alguns exercícios matemáticos e outras pequenas questões públicas, fiz uma série tão grande de afirmações sobre educação nas redes sociais, essas reservo-as para os meus trabalhos (que ainda são alguns) e que circulam aí pela rede...

outras conversas mais extensas são-no e foram feitas em conversa privada, e há muita gente que o pode atestar...!

:-)

domingo, 18 de junho de 2017

a ciência e tecnologias na história... 'gato por lebre'...?

"Veja aqui como ardem estes dois tipos de materiais usados como isolamento nos edifícios e até nos carrinhos de bebé, bem como nos bancos dos veículos, autocarros e barcos.

O sistema "capotto" e as fachadas isoladas e ventiladas, parecem muito bonitas, mas já alguém se questionou sobre a qualidade e especificidades da sua aplicação, bem como sobre a segurança que é requerida?

Há muito empreiteiro e biscateiro que não sabe o que faz, tal como há muitos autarcas que só querem é mostrar a cara do prédio ou bairro social, lavada para conseguir votos. Por outro lafo, os investidores e empreiteiros (incluindo os biscateiros) querem é (re)construir o mais rapido e mais barato possível para receber o máximo de retorno. 

Alerto que os bairros sociais portugueses, entre outros edifícios antigos, designadamente nos Centros Históricos, estão a ser forrados com um embelezamento muito perigoso e até criminoso.  Na gande maioria dos casos só fazem uma lavagem de cara, mas todo o corpo, ou seja, a estrutura e os cuidados de segurança,  são esquecidos. 

Por isso pergunto:
● Quem verifica e certifica a estrutura que passa a ficar escondida e a boa e segura aplicação dos materiais?
● Quem verifica e certifica os requisitos tecnicos e a segurança? 
● Quem tem a responsabilidade de verificar a estrutura antes de forrar o imóvel e de avisar o proprietário ou inquilino sobre os riscos estruturais e de incêndio? 
● Terão os cidadãos consciência dos riscos que correm? Se não são técnicos, não têm. Logo, alguma entidade tem essa responsabilidade.

Todos hoje sabemos e vemos que o "capotto" e gesso cartonado tapam tudo e deixam o imóvel muito bonito, mas é necessário verificar e (re)validar a estrutura do prédio, saber aplicar, que materiais aplicar e garantir todos os requisitos de segurança do imóvel e sobretudo contra derrocada e contra incêndio.  

Espero que, quem de direito, autarcas, empreiteiros, arquitectos, engenheiros e protecção civil, ...,  tomem os necessários e devidos cuidados, sendo que serão os responsáveis pelas futuras mortes.

Aqueles que andam por aí a aplicar estes materiais informem-se e qualifiquem-se devidamente, sob pena de também virem a responder pela negligência e pelas consequências causadas.

Sejam conscientes e avisem os proprietários sobre as estruturas que encontram e que vão cobrir/esconder. O perigo espreita e as consequências podem ser devastadoras, tal como observamos agora em Londres.

Tenho vindo a defender um modelo de Inspecção Periódica Obrigatória para a Habitação, tal como fazemos hoje com os nossos carros e motociclos, devendo os arquitectos e engenheiros,  juntamente com os bombeiros/protecção civil, desenvolver esse trabalho de modo continuado e de forma mais aprofundada e, sobretudo, sempre que se vende ou restaura um imóvel mais antigo.

Nenhum imóvel deveria poder ser reabilitado nem habitado sem a inspecção periódica obrigatória em dia.  E, à medida que os imóveis envelhecem, a inspecção deveria ser mais exigente e aprofundada, bem como realizada por períodos mais curtos, até que ocoresse uma nova reabilitação e certificação estrutural e de segurança global.
Tal como fazemos hoje com as viaturas, sempre que um imóvel não reunir os requisitos habitacionais ou comerciais determinados,  "abate-se" e, sempre que justificável,  apoia-se os proprietários mais carenciados em todo este processo de aquisição e/ou reabilitação do imóvel. Não é assim que ocorre o apoio ao abate de viaturas? Porque não fazer o mesmo com as habitações?  É que estas são mais importantes que os carros."


maxresdefault.jpg 



pode ler o resto do artigo aqui.

sábado, 17 de junho de 2017

aos trinta anos...

o novel viandante das sete partidas, como lhe chamaria o avô, chegou de jacarta há uns dias para festejar connosco, ontem, o seu trigésimo aniversário...

e para lá vai regressar para mais um ano de labuta.




nota do autor -

nunca foi meu hábito publicar fotografias de outros familiares que não fossem exclusivamente aquelas que me servem de identificadores nas várias publicações, incluindo nas redes sociais, nas quais também utilizo 'avatares' que têm a ver com figuras da banda desenhada a meu gosto...

esta é uma excepção e não pedi autorização ao meu filho para a publicar.

ainda não sei se vou continuar a manter esta política de privacidade 'tout court' ou se, tendo agora bastante material sobre a família, me vou atrever a realizar uma cronologia pictórica e descritiva das nossas vidas.

dixit.

domingo, 7 de maio de 2017

em todas as estações e a uma qualquer mãe, passado, presente ou futuro...

a minha parca vida tem sido regido por algumas coincidências, umas boas e outras não tão agradáveis quanto isso, mas enfim...

como já tinha anunciado em entrada anterior veio parar-me às mãos poesia do ary dos santos assim como um desenho, supostamente da sua autoria e lendo um dos sonetos 'sonata de outono' lembrei-me que era uma boa altura para homenagear as mulheres-mães...

esta é uma coincidência daquelas que auguram bons presságios, ingrid bergman fez o seu último papel no filme 'a sonata de outono' numa grandiosa actuação para um dos mestres do cinema que merece o meu respeito e admiração, não só pelos variados e excelentes filmes que realizou e em que demonstrou conhecer a mulher como nenhum outro (quem conheça a sua filmografia sabe do estou a falar), claro que me estou a referir a ingmar bergman...

dado que sempre gostei do ary dos santos porque não pegar no outono da vida e dar-lhe, talvez, um outro sentido imagético à intemporalidade da maternidade e às mães que todos tivémos... infelizmente a minha (tal como o pai) já se foi mas paira por aí a cuidar da sua prole para que não asneirem em demasia já que a vida é curta de mais para perdermos tempo em demasia com minhoquices, o que tem sido a minha sina (e a de uma das minhas irmãs) nestes últimos, quase, três anos.

ninguém esquece uma mãe, muito menos a sua...!

e disse...



 

terça-feira, 25 de abril de 2017

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

e por que hoje é dia...





nota -

não que me sinta para aqui muito voltado, para afectos, carinho e meros abraços, mais ou menos reconfortantes, mas as minhas luzes são e estão demasiados cinzentas e carregadas de energias negativas... e o espírito é fraco.


mas que viva s. valentim para todos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

a partir das 20 desligo o móvel mas tenho o fixo à mão, que atendo ou não consoante quem está a ligar...






Pais, professores e educadores vivem cada vez mais no dilema de saber como ser exemplo construtivo e exercer a sua influência com autoridade e eficácia. Como ajudar a crescer, como fortalecer o caracter, como reforçar valores e competências, como fazer para que crianças e jovens se tornem adultos confiantes, seguros, realizados e felizes. Mais: capazes de fazer outros felizes e ajudar outros a crescer, influenciando-os também de forma positiva.
Sabemos que humanamente todos temos uma inclinação natural para repetir os modelos educativos que tivemos na infância e juventude e, daí, haver tantos adultos que apesar de terem sido filhos maltratados, se tornam pais maltratantes. Felizmente tudo isto se conjuga pela positiva e, nesta lógica, também os filhos de pais que confiaram e responsabilizaram, se tornam pessoas confiáveis e responsáveis.
Vem isto a propósito de uma sucessão de encontros de pais, professores e educadores em escolas e centros educativos dentro e fora de Lisboa, onde me pedem para participar com regularidade. Alguns dos temas mais recorrentes destes encontros são, inevitavelmente, o exemplo que damos e os castigos que aplicamos. Ou, posta a questão de forma menos punitiva, o registo, o tom e a atitude mais justos e mais eficazes para educar para os valores e orientar a personalidade. Não há respostas definitivas, claro, nem pistas infalíveis. Cada caso é um caso e só na história de cada um se consegue encontrar aquilo que faz sentido e é justo.
Aprendo muito nestes encontros, com as partilhas de muitos pais presentes, com as exposições e questões dos professores e educadores. Ouço episódios trágicos e cómicos, mas também me confiam muitas situações difíceis de suportar no dia a dia, que acabam por se converter em braços de ferro tensos, muitas vezes vividos em excessos verbais, mas também num silêncio ressentido, sem palavras, num tempo sem qualidade e em relações cada vez mais degradadas.
Não podemos esquecer-nos de que estamos a falar muitas vezes de famílias desfeitas e refeitas, de filhos só a viver com a mãe ou só com o pai, de crianças e jovens que vivem entre várias casas e de um dia para o outro herdam ‘irmãos’ crescidos, que apesar de serem desconhecidos chegam e ocupam o espaço físico e emocional, pois muitos filhos não vivem com os seus próprios pais ou mães, embora estes vivam diariamente com os enteados em casa (muitas vezes a invadirem os quartos que deviam ser dos filhos), enfim não podemos abstrair desta realidade-real que altera tanta coisa e transtorna quase sempre a desejada coerência pedagógica.
Nos primeiros anos importa saber dizer não, sem a tentação imediata e recorrente de compensar os filhos pelas ausências mais ou menos prolongadas, pelas separações ou divórcios. Todos os pais querem ser amados e respeitados pelos seus filhos, mas os filhos querem exactamente o mesmo: amor e respeito. Acontece que mais facilmente obtêm amor que respeito. Mesmo os bons pais – diria mesmo os melhores pais do mundo – têm alguma dificuldade em encontrar um ponto de equilíbrio relativamente ao respeito que devem aos seus filhos. Podem pensar que exagero, mas infelizmente a realidade prova o contrário. De que forma? Já veremos.
Vivemos numa vertigem de tempo, com horas a menos e compromissos a mais, num ritmo incessante de ‘casa-trabalho-trabalho-casa’, mais os transportes públicos e todas as obrigações domésticas, para não falar dos cúmulos de imperativos familiares das famílias (desfeitas e refeitas, insisto). Vivemos esta vida de doidos e, de certa forma, achamos que somos salvos pelo facto de termos telemóveis onde podemos ler mails e responder de imediato às urgências, bem como despachar trabalho e até ter reuniões em casa, no carro ao nos transportes públicos com pessoas que mesmo estando do outro lado do mundo, podemos ver cara a cara. Ou seja, vivemos na ilusão de que por estarmos ligados a tudo conseguimos chegar a todos os que precisam de nós. Filhos incluídos.
Na realidade conseguimos chegar a quase tudo e quase todos, mas descuramos muitas vezes os nossos. Pais e filhos ficam muitas vezes no fim da lista de obrigações e são os mais prejudicados pela nossa impaciência e indisponibilidade crónicas. Acontece-nos muitas vezes chegar a casa no pico mais alto dos nervos ou no ponto mais baixo da tolerância. Chegamos a casa e precisamos que nos deixem aterrar, se possível que não falem connosco nem nos exijam muita atenção. Ora acontece que até certas idades, os filhos esperam pela hora da nossa chegada a casa para matar saudades, para fazer perguntas (e birras!), para virem com todo o tipo de perguntas e exigências. E nós? Nós respondemos com impaciência, fingimos que ouvimos o que dizem, mas damos respostas vagas ou inconsistentes, e fechamos portas para, de certa forma, nos isolarmos um pouco no nosso mundo.
O respeito pelos filhos passa muito por aqui, hoje. Por lhes darmos amor, tempo e atenção, mas acima de tudo prioridade. É essencial que os filhos de todas as idades sintam que são a prioridade total e absoluta dos seus pais ou de quem os substitui. Se voltarmos a casa invariavelmente colados ao telemóvel, sem capacidade de os acolher, de os ouvir, de os ter como primeira e última prioridade, não nos podemos queixar. Acontece vezes demais sermos tentados a atender uma chamada, mesmo quando estamos com alguém que está fisicamente presente, que chegou primeiro e está a precisar da nossa atenção. Quantas vezes por dia não invertemos esta prioridade? Quantas vezes não suspendemos uma conversa porque alguém nos liga? E quantas vezes os nossos filhos não desistem de tentar ter a nossa atenção por saberem que vão ter que esperar como quem é obrigado a voltar para o fim da fila?
Está mais que estudado que nesta era da comunicação, em que estamos todos ligados e virtualmente próximos, podemos sentir-nos realmente muito distantes e viver uma solidão acompanhada, que é a pior forma de solidão. E se estes estudos estão feitos e publicados, que podemos fazer perante as conclusões? Ter mais atenção à maneira como usamos os telemóveis e apps que nos prendem a atenção, sobretudo quando nos distraem do essencial.
Neste sentido e porque o tema é o respeito que devemos aos nossos filhos, vale a pena desligar o telemóvel quando chegamos a casa, por exemplo. Ou até mesmo desligar a chamada pedindo compreensão ao interlocutor, justamente por estarmos a entrar em casa, onde temos filhos ou pais e familiares que nos esperam ao fim de um longo dia. Os filhos também se maçam nas escolas e também têm dias stressantes, não são só os pais que trabalham. E, por isso, precisam tanto dessa atenção reparadora. O mais extraordinário é perceber que só por desligarmos os telemóveis e, de certa forma, nos desligarmos do mundo para nos ligarmos só a eles, os nossos filhos ficam muito mais tranquilos e seguros. Parece magia.
Como podemos exigir respeito se nem sempre respeitamos os ritmos e as necessidades daqueles a quem pedimos esse mesmo respeito? Ser mais velho não é estatuto nem garante autoridade. Ter supremacia física também não é argumento, e passar o tempo a dizer ‘sim porque sim!’ ou ‘não porque não e porque sou eu que mando!’ também não é modo de vida. Assim sendo, há pequenos gestos que fazem toda a diferença e um deles é este de dar a prioridade absoluta aos nossos. Por incrível que pareça, se começarmos a desligar ou a não atender telefonemas nas horas mais críticas como o fim do dia, quando voltamos a casa, durante as refeições e nas horas de estudo, bem como ao deitar, os nossos filhos (e os nossos pais, mulheres, maridos e todos os que vivem connosco!) agradecem e mudam. Uns deixam imediatamente de fazer birras, pois passados 10 ou 15’ da nossa atenção, desligam naturalmente e vão brincar ou fazer outras coisas. Outros passam a viver com a certeza de que são ouvidos e atendidos. Outros, ainda, assumem que são realmente a prioridade dos seus pais e isso enche-os de segurança.
Parece fácil demais? Só experimentando e vendo os resultados se percebe que é uma matemática infalível, tipo 2+2=4. Aprendi esta técnica de comunicação parental e confesso que tento cumpri-la, embora nem sempre seja fácil. Mais: aprendi com especialistas em matérias comportamentais que podemos até sublinhar estes pequenos gestos, acentuando o que pretendemos acentuar, que é a certeza de que nada nem ninguém é mais importante que os nossos filhos! Como? Dizendo expressamente e de forma que eles possam ouvir, qualquer coisa do tipo: “desculpe, mas agora tenho que desligar porque estou a chegar a casa e os meus filhos já estão à minha espera!”.
É fácil conferir tudo isto na prática, especialmente se formos coerentes e consistentes neste pequeno-grande gesto e nos mantivermos fiéis à promessa de resistir a trocar prioridades. Posso garantir (através da minha experiência e de muitos outros pais, casados ou separados) que passado pouco tempo os filhos mais pequenos estão a fazer muito menos birras e os mais crescidos estão mais capazes de ter conversas que só temos quando há tempo e disponibilidade para as ter.

 no observador...

nota - e agora não tenho filhos pequenos, mas o sistema é exactamente o mesmo... 

domingo, 29 de janeiro de 2017

a propósito de plantar uma árvore (feito), fazer um filho (feito) e escrever um livro (?)...

vem agora esta entrada pois fiquei a ruminar, durante alguns anos, num comentário de uma colega de português, com quem gostei bastante de trabalhar, que me referiu, em comentário a uma mensagem electrónica pública, que o meu livro já estava escrito há muito e andava por aí à solta...
 
ou seja, a internet era o meu mundo e seria aí que as pessoas me acompanhariam, leriam e compreenderiam (e não só).

esta é a capa de um livro que é uma compilação de várias entradas editadas via facebook, com origem na própria rede, nos blogues onde já escrevi (e escrevo) e em sítios criados especificamente para as minhas várias disciplinas e actividade docente...

fica claro que este é um exemplar único.




e agora reside na minha biblioteca.

sábado, 28 de janeiro de 2017

para além do (óbvio) interesse... tivera eu aforro e seriam peças de coleccionar....!


Foto de Vitor Serrão.


Vitor Serrão
UMA CONFERÊNCIA PARA MARCAR NAS VOSSAS AGENDAS: No dia 22 de Fevereiro, o ARTIS promove uma conferência da Dra Irina Marcelo Curto sobre «ÍCONES RUSSOS EM PORTUGAL: LEGADO VIEIRA DA FONSECA», que decorre na Faculdade de Letras de Lisboa (Sala 5.2), pelas 18 h. A entrada é livre e esta será a primeira neste campo de estudos. O interesse do tema deve suscitar a melhor atenção dos estudiosos: o acervo de ícones russos existente em museus e colecções portuguesas é deveras substancial ! Irina Curto revela-nos um pouco desse mundo artístico ainda mal pressentido. A conferencista pertence ao Centro de Estudos de Cultura e Arte Russa, recém-criado (Fundação D. Luís I-CMCascais / ARTIS-IHA-FLUL).
via fb...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

formação [professores e não só]... muita e à escolha, via ina....!


                                                                                                                                               19 de janeiro 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

sábado, 7 de janeiro de 2017

rip... com o respeito e a deferência devidas, mas nunca reverencialmente...


agora que  a edição por estas bandas tem sido demasiado esparsa só um acontecimento deste calibre me faria sair da minha modorra e prestar a minha sentida homenagem ao estadista que foi.

ele, como tantos outros, mostraram ao mundo o país que tínhamos e lutaram por um outro mais justo, se bem que com ideias e ideais políticos diversos, em lados de barricadas que se foram construindo (e aqui estou a relembrar álvaro cunhal) deixando um legado que merece o nosso respeito ainda que não concordemos com ele (deixo como realce a exemplar descolonização que de exemplar nada ou pouco teve) e temos hoje um portugal, pelo menos, mais livre e mais evoluído...

o que já é dizer muito para o pântano em que os políticos e gestores, de um modo geral, transformaram este cantinho.

e disse.

sábado, 31 de dezembro de 2016

e porque hoje é sábado...

amanhã será domingo, certamente...

ah, mas já é ano novo com novas roupagens e intenções proverbialmente adiadas... as minhas, porventura, continuam sustentáveis e, claro, não se ficarão a dever exclusivamente à minha vontade, como por exemplo vai fazer um ano que deixei a 'chucha'... e esta hã...?

as outras acontecerão à medida da programação e, principalmente, das possibilidades físicas e de tempo, já que a saúde não tem ajudado por aí além...

esta uma das razões pelas quais este blogue tem sido pouco editado e espero retomar, em breve, uma produção mais consistente.


desejo por isso aos meus leitores, amigos virtuais, irreais e do peito, assim como à família, umas excelentes entradas, brindadas à maneira... um bom 2017....!




no cm domingo...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

à porta da minha (nossa) casa...,

celebrando as festas e dando um sinal de boas-vindas a 2017 já que o ano que terminará em breve não vai deixar saudades...

será sempre bem-vindo quem vier por bem.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

esta foi tirada ontem, na casa de uma das minhas irmãs...

a anciã felina da família a siamesa 'branquinha', numa boa e ao quentinho dos raios de sol, vivendo despreocupadamente o seu vigésimo segundo ano de vida, se bem que agora na sua nova casa, faz poucos meses...



como todos nós ela também tem os irmãos brasileiros, dois paulistas 'pés-de-chinelo', o botas e o moushi, com cerca de metade da idade, mais ou menos...







depois ainda há mais irmãos, um saloio e outro londrino de que mais tarde darei notícias pois agora não tenho fotos à mão e tempo disponível...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

uma excelente notícia para o dia de hoje, infelizmente acompanhada de uma ainda pior...



via sapo...


comentário:
o diktat das nomenclaturas, as quase sucessões dinásticas, os cofres do estado vazios... é lógico, está na altura de dar o salto e deixar o exército a tomar conta da maka...

aquilo que me preocupa mais é não haver, ao que me consta ou pelo que percebo da situação em geral, um candidato de relevo para contrariar esta máfia angolana que está muito bem instalada, o que seria maningue fixe. 

luaty beirão (?) não estou a ver...

josé eduardo agualusa (?) não é um político activo (nem lhe interessa) mas tem notoriedade e não estou a dizer que não seja um homem de causas, longe disso...

o líder da unita (?)....

talvez o rafael marques congregasse alguns apoios...?

a ver veremos, pois é um assunto a acompanhar com muito interesse.

domingo, 27 de novembro de 2016

pelos motivos óbvios esta entrada é dedicada às minhas três irmãs...



no cm domingo...



comentário:
faça-se notar que o quinto sobrevivo é uma gatinha da minha falecida mãe e que está a viver o seu vigésimo segundo ano de vida e numa boa, dentro dos seus condicionalismos...

sábado, 26 de novembro de 2016

lembram-se da série 'olho vivo' (get smart)...?... está em marcha a operação 'dos santos'...

isto só pode ser uma manobra da contra-informação reaccionária angolana e portuguesa, pois a menina isabel ia ter uma manifestação própria e cortam-lhe as vazas...!





no jornal de angola... via feedly.

sábado, 19 de novembro de 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

uma dupla tristeza e uma homenagem a acompanhar...

como já devem ter percebido, depois dos vários avisos que fui deixando esparsamente em algumas entradas, as coisas não têm andado a correr bem para o meu lado e estou a falar de saúde.

daí esta longa interrupção que se deve essencialmente a falta de vontade de intervir, em especial na área da educação, onde tinha muita coisa que já foi para o lixo da história...

oficialmente só estava presente no facebook onde me ia expressando, essencialmente através de obras de artes visuais, com os respectivos comentários.

dois acontecimentos, quase coincidentes, obrigam-me a deixar a minha área de (des)conforto e vir dar conta da citada dupla tristeza e o porquê da referida homenagem.

sexta-feira passada fui ao hospital para uma segunda sessão de ferro líquido, via endovenosa, e aproveitei para ir visitar uma vizinho e amigo que estava internado já há algum tempo, após várias complicações e infecções por via de uma operação à próstata; reconheceu-me muito bem, falámos um bocado (e aqui seria mais exacto dizer que ele falou, a explicar as suas mazelas, já que uma surdez mais acentuada não lhe permitia ouvir, em condições, o que se lhe dizia e eu não ia preparado para isso - não tinha papel nem lápis à mão)... e sou surpreendido pelo seu passamento esta terça-feira.

como devem compreender fiquei arrasado pois já nos conhecíamos desde que vim viver para s. pedro do estoril, apesar de não sermos amigos de peito e de convívio íntimo, conhecia os filhos e a mulher, mas em especial os cães, dois setters irlandeses, o mais velho o 'kaiser' e o outro 'doc' e fazíamos as nossas conversas de circunstância à porta da garagem dele, o engenheiro aurélio gaspar...

isto anos a fio e a perceber cada vez mais a maior cumplicidade dele com o filho joão que era a sua melhor companhia nos últimos anos.

em agosto, por mero acaso, vi-o a fechar a porta da garagem e perguntei-lhe como iam as coisas e ele lá foi desfiando uma história que me começou a parecer incoerente, até que se me iluminou o espírito e tive que lhe perguntar a frio... está-me a dizer que o seu filho joão morreu...?

desde aí que o meu amigo e vizinho nunca mais foi o mesmo, para além de pequenos problemas de saúde que estavam a ser controlados, foi-se deixando ir, um dia de cada vez...

despedi-me dele nesta quarta-feira, foi cremado na quinta-feira e, agora, é mais um dos espíritos livres que povoa os espaços siderais e em boa companhia, a do seu filho joão, do 'kaiser' e do doc'...

adeus amigos e boa viagem.

a dupla tristeza advém do facto de hoje ser apanhado desprevenido pelo falecimento de um senhor das letras e das baladas, leonard cohen, que foi um dos meus companheiros na estrada da vida (e na altura em que bob dylan foi designado como nobel da literatura eu ter contraposto o nome de cohen, em alternativa, assim como o de chico buarque, apesar de o dylan ser um dos mitos da minha juventude, acompanhado naturalmente da joan baez).


a justa homenagem não é feita pela escolha da melhor balada ou poema do 'cantautor' mas pela circunstância de estar a estendê-la ao meu amigo e vizinho, por agora serem espíritos que, acredito, velam por todos nós... 'Hallelujah'


  

segunda-feira, 11 de julho de 2016

especialmente hoje, sem arroubos inconvenientes nem activismos desportivos deletérios... só podia publicar uma coisa deste tipo (estilo), para não irmos mais longe...!




nota (que não se pretende explicativa):

temos dois (neste caso duas) campeões europeus,  uma vice-campeã e um bronzista desde a sexta-feira passada até domingo, inclusivé...

ah, a modalidade é o atletismo, como podia ser outra qualquer de menor dimensão 'financeira'...