quarta-feira, 31 de julho de 2013

andamos a brincar às (ir)responsabilidades (?) [a educação na berlinda]... 'informação enviada à tutela não corresponde à realidade das escolas'... escolas temem pedir professores... no cm...!

"Informação enviada à tutela pelos dirigentes escolares não corresponde à realidade das escolas, que podem não ter todos os docentes no início do ano

O atraso no envio das orientações sobre as mudanças na rede escolar para o próximo ano letivo, que definem cortes nas turmas já formadas, levou os estabelecimentos de ensino a refazer horários e a não solicitar mais professores, ainda que estes sejam insuficientes para dar início ao ano escolar.

"A rede de ensino homologada não é aquela que corresponde à realidade. Como não tenho todas as turmas homologadas, vou dizer ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) que não preciso de mais professores, ainda que isso não corresponda à verdade. Este é a realidade das escolas um pouco por todo o País", revelou Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), depois de o Governo ter definido que toda a informação devia ser enviada pelas escolas até à meia- noite de ontem.

Ainda que exista a possibilidade de a 14 de agosto se alterar o número de professores sem turma atribuída, ou seja, com horário-zero, a verdade é que "não havia necessidade de criar mais esta instabilidade numa classe que tem sido tão afetada". "Mais uma vez, a autonomia das escolas foi posta em causa, num clima de desconfiança", reiterou o dirigente.

De acordo com o ministro da Educação, o facto de as novas medidas terem sido conhecidas apenas na tarde da última sexta feira, após a realização das matrículas, não irá interferir no início do ano letivo, já que "todos os alunos terão turma e será uma turma adequada à modalidade de ensino de cada um".

Confrontado com as duras críticas dos sindicatos da Educação, Nuno Crato fez saber que não há motivos para "dramatizar".

"É um processo em curso. Não dramatizemos. Estamos a rever todas as propostas, estamos a ter cuidado para que não haja turmas com três ou quatro alunos quando estes se podem juntar. Não vale a pena especular", assegurou o governante
."


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